História

A História de Portugal começa formalmente com o seu primeiro Rei, D. Afonso Henriques, que, tomando as rédeas do condado portucalense, consegue contra a vontade de Afonso VII de Leão e Castela em 1143 no Tratado de Zamora ver reconhecida a independência, iniciando uma longa série de conquistas territoriais (a Sul e a Leste contra os mouros) que viria a durar mais de cento e cinquenta anos até ao estabelecimento de fronteiras praticamente definitivas (1297).

A independência de Portugal foi conseguida também à custa de guerras com os reinos de Leão e Castela, expressão de um conflito de vários séculos que se viria a repercutir nas mais diversas áreas políticas, sociais, económicas, culturais, etc.

Em 1373 tem origem a aliança entre Portugal e a Inglaterra, confirmada em 1386 pelo Tratado de Windsor, que é a aliança diplomática e militar mais antiga do mundo ainda em vigor.

No século XV Portugal, num movimento expansionista motivado por razões religiosas, económicas, geo-estratégicas e outras, inicia aquela que viria a ser a sua época de ouro, os Descobrimentos. Em 1415 a Conquista de Ceuta por D. João I marca o começo da construção do primeiro Império pluricontinental. A exploração prosseguiu nesse Século e no seguinte com a descoberta da Madeira, Açores, Cabo Verde, Índia, Brasil, Timor, China, Japão, etc. Vários dos nomes imortais da nossa História surgem nesta época: Infante D. Henrique, Vasco da Gama, D. Manuel I, D. João II, Bartolomeu Dias, Diogo Cão, Fernão de Magalhães, etc., e o nosso maior poeta, Luís de Camões.

Ainda no século XV é assinado o Tratado de Tordesilhas, entre Portugal e Castela que “divide o mundo em dois”. Durante este período (final do Séc. XV e melhor parte do Séc. XVI) Portugal e os reinos que constituem hoje a Espanha tornam-se nas maiores potências mundiais. No entanto, a independência de Portugal é ameaçada quando D. Sebastião desaparece na Batalha de Alcácer-Quibir, abrindo uma crise de sucessão que permitiu que subisse mais tarde ao trono Filipe II de Espanha (1580) dando origem a um período durante o qual o rei de Espanha foi também Rei de Portugal. A 1 de Dezembro de 1640 é restaurada a independência com D. João IV.

Em 1755 Portugal é abalado pelo maior terramoto deste então, Lisboa é praticamente destruída e a sua reconstrução fica a cargo do Marquês de Pombal. O Processo dos Távoras é também uma ocorrência que marca este Século tal como a perseguição dos jesuítas.

No início do Século XIX dão-se as Invasões Francesas. A “Aliança Inglesa” e a recusa de participação no bloqueio continental de Napoleão são apontadas como causas imediatas invasão, que, no entanto, é um fracasso para a França. Assiste-se em Portugal nos anos seguintes às invasões ao natural desenvolvimento das ideias liberais que viriam a confluir na Revolução de 1820. Esta Revolução deu origem à primeira monarquia constitucional em Portugal.

Com muitas vicissitudes a monarquia constitucional portuguesa manteve-se até 1910. O regicídio de D. Carlos e seu herdeiro D. Luís Filipe havia tido lugar em 1908 e ficara no trono D. Manuel II até 5 de Outubro de 1910, dia da proclamação da República. A Iª República Portuguesa foi um período caracterizado por grande instabilidade governativa, como, de resto, também havia sido o essencial do Século XIX. Ao fim de apenas 16 anos, com a participação na Iª Guerra Mundial pelo meio, a República cai pelas mãos de militares. Mais tarde seria Salazar a assumir o poder e a impor progressivamente um regime autoritário, o “Estado Novo”

Com o fim da IIª Guerra Mundial acentua-se a natureza autocrática do regime e o isolamento internacional de Portugal. A partir do início dos anos 60 os movimentos de libertação das colónias portuguesas desencadeiam acções de guerrilha, a “Guerra do Ultramar”.

No dia 25 de Abril de 1974 o “Movimento das Forças Armadas”, com largo apoio popular, toma o poder em Lisboa, derrubando o regime, restaurando a democracia, permitindo a independência das colónias e abrindo a porta à caminhada de Portugal rumo à modernidade e à integração europeia.

Em 1986 a adesão de Portugal à então CEE, hoje União Europeia, representa o início de um novo capítulo na História de Portugal.